Cerveja: empreendedorismo em fase de maturação

Data: 29.Set.2014
Fonte: O Globo - Boa Chance


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Assim como os profissionais do vinho, os sommeliers de cerveja também têm atividades diversas. Podem promover degustações, harmonizações, criar cardápios da bebida para bares e restaurantes, dar aulas a quem tem interesse no assunto. O paulista Túlio Rodrigues já fez todas.

 

Hoje, à frente da Sociedade da Cerveja, uma associação que reúne profissionais do setor interessados em divulgar a cultura cervejeira, Túlio começou sua vida profissional como executivo de marketing. Numa temporada fora do Brasil, fez um curso de beer sommelier e, ao voltar ao país, deixou a paixão pela cerveja falar mais alto e criou cursos para formar novos profissionais. Primeiro, em parceria com a Associação Brasileira de Sommeliers, de São Paulo, e depois com a escola Beer Academy. Agora, ao lado do sócio Robson Rehen, viaja o país ensinando “empreendedorismo nos negócios da cerveja”, um curso que dura dois fins de semana.

 

— O curso atende à demanda de profissionalização de um mercado que vem crescendo muito. Quando se fala em cerveja, as pessoas pensam em produção ou serviço, mas há muitas outras possibilidades: importação, logística, comunicação — diz ele, que também coordena o curso de administração dos negócios da cerveja oferecido pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo.

 

Bento Moura é um desses futuros empreendedores. Produtor artesanal de pães, embutidos e da cerveja FuneralBrew, ele costuma fazer festas e eventos em que leva suas cervejas e comidinhas num “Galaxy”:

 

— Fiz o curso para conhecer o mercado, saber se alguém já oferece algo parecido e ter mais informações técnicas sobre logística, tributação. Agora, já dá para começar a planejar o próximo ano e meio da empresa.

 

O cervejeiro. Gabriel, da Teresópolis e St. Gallen, quer continuar investindo na formação - / Divulgação

 

Bento, assim como Gabriel Di Martino, da St. Gallen, e muitos dos novos empreendedores da cerveja tiveram o primeiro contato com o mercado profissional através de um hobby: o de produzir a própria cerveja. Muitos dos rótulos hoje disponíveis nas prateleiras de grandes redes de supermercado e balcões de bares especializados foram originalmente criados na panela de um cervejeiro caseiro. E antes de chegar ao copo do consumidor passaram por um longo processo que envolve aprovação do Ministério da Agricultura e pode levar até dois anos.

 

Nada que os faça desistir. Basta entrar numa feira de cerveja e ver os estandes desses novos rótulos lotados de gente ávida por informações para ter certeza que ainda há muito espaço para crescer.

 

O mercado de feiras, aliás, é mais um indicativo da ebulição que vive o setor. A expectativa de organizadores é de um crescimento anual de 20% a 30%. Um bom exemplo é o Mondial de la Bière. A marca canadense que aportou no Terreirão do Samba, no ano passado, ganha em novembro sua segunda edição com espaço 25% maior e expectativa de atrair 23 mil visitantes, 15% a mais que no ano passado.

 

Ou seja, podem preparar o brinde porque vem mais emprego por aí.

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