Bienal do Livro encerra com público recorde e maior participação de jovens

Data: 18.Set.2015
Fonte: O Globo Online


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Evento no Riocentro, que termina neste domingo, recebeu 676 mil visitantes em 11 dias
 
RIO - A 17ª edição da Bienal Internacional do Livro teve o maior público de sua história e consolidou a feira editorial como um evento voltado ao público jovem. Os visitantes de 15 a 29 anos, que eram 51% do público há dois anos, subiram em participação. Em 2015, eles foram 56% das 676 mil pessoas que estiveram no Riocentro nos últimos 11 dias. O público total superou em 12% a expectativa da organização.
 
Em uma entrevista coletiva realizada neste domingo, a organização apresentou outros dados. Em relação a 2013, a nota média dada pelos visitantes à Bienal subiu de 8,2 para 8,4. As vendas também subiram: estima-se que 3,7 milhões de exemplares foram comprados, um número 8% maior do que na edição anterior. Foram movimentados, ao todo, R$ 87 milhões, um crescimento de 18%. Marcos Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), entidade que coorganiza a feira, comemorou:
 
- Mesmo com um cenário difícil, mantivemos uma atitude positiva. Os números são lindos, mas são frios perto do calor que foi estar lá embaixo com o público nos últimos dias.
 
O público juvenil foi atraído, em grande parte, por best-sellers conhecidos, como David Nicholls e Thalita Rebouças, e inesperados, como a youtuber Kéfera Buchmann. Dois locais concorridos da feira, o Cubovoxes e a Conexão Jovem, tinham programação exclusivamente voltada para a faixa etária.
 
- A Bienal é deles. Eu queria reforçar que agora há muitos espaços para os jovens na feira - afirmou João Alegria, curador do Cubovoxes. - Foram sessões lotadas, com grande variedade temática. A organização soube propor espaços diferentes e complementares. Os leitores puderam tanto encontrar autores que amam, quanto conversar sobre redução da maioridade penal.
 
O público da Bienal surpreendeu autores estrangeiros. Nicholls chegou a dizer que não sabia que tinha leitores tão jovens no Brasil. O autor de "Nós" (Intrínseca) disse que teve dias de estrela por aqui. Colleen Houck comparou o evento com a San Diego Comic Con, uma das maiores feiras de entretenimento dos EUA. Josh Malerman, que antes só havia saído dos EUA para visitar o Canadá, comentava com a equipe de sua editora que não esperava ser recebido por tanta gente em uma mostra editorial.
 
Os problemas com a interferência do barulho externo dentro do Cubovoxes, no Pavilhão Azul, foram minimizados. Bate-papos como os de Antonio Prata e Gregorio Duvivier, por exemplo, chegaram a ser interrompidos por isso. Segundo Alegria, somente as pessoas próximas ao palco foram afetadas e uma caixa de som seria suficiente para sanar a questão.
 
A Praça Copacabana e o Espaço Maracanã, áreas criadas este ano para reunir as sessões de autógrafos mais concorridas, também foram citadas como inovações positivas deste ano. Para Mariana Zahar, da comissão de Comunicação do Snel, a experiência será repetida na próxima edição.
 
- Foram grandes acertos. Hoje, é impossível pensar na Bienal sem essas novas áreas e espaços para receber os autores midiáticos.
 
A Bienal também confirmou as datas da 18ª edição, marcada para 2017. A feira editorial será realizada entre os dias 31 de agosto e 10 de setembro.
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