Sua Franquia

Data: 10.Nov.2015
Fonte: Jornal do Commercio RJ


A partir de quinta-feira, o Riocentro sedia a Expo Franchising ABF-Rio 2015, um dos principais eventos do setor de franquias no País. O evento, que se estende até sabado, deverá atrair um público de 28 mil pessoas, além de movimentar R$ 200 milhões em negócios. Para o presidente da seccional fluminense da Associação Brasileira de Franchising (ABF-Rio), Beto Filho, o encontro mostrará que o setor continua em crescimento, a despeito do momento econômico conturbado. "É importante destacar que, durante recessões econômicas, que geram alta no desemprego, muita gente encontra no mercado de franquias um porto seguro para encontrar outra atividade investindo no próprio negócio", destaca.

O mercada carioca de franquias faturou cerca de R$ 7,5 bilhões no primeiro semestre, alta de 11,8% frente ao ano anterior, com uma expansão ligeiramente superior ao desempenho nacional, de 11,2%. Diante do cenário econômico recessivo e do momento do varejo, o que explica o bom resultado?

Beto Filho: Em grande parte, o bom resultado se deve à capacidade do franchising em saber ler o que está acontecendo na economia e, com isso, criar soluções para neutralizar problemas. Isso ocorre agora e já aconteceu no passado. É importante destacar que, durante recessões econômicas, que geram alta no desemprego, muita gente encontra no mercado de franquias um porto seguro para encontrar outra atividade investindo no próprio negócio.Trata-se de um segmento que tem um risco muito menor, ideal para quem necessita dar um tiro certo. Graças aos acordos que a ABF-Rio firmou, quem decide apostar no franchising encontra os financiamentos mais atrativos do mercado. Um exemplo é o acordo que fechamos com a Agência Estadual de Fomento (AgeRio) para a abertura de unidades em comunidades carentes, que oferta taxa de juros de 3% ao ano. É uma linha de crédito com cunho social, que objetiva gerar emprego e renda, mas ninguém gosta de pender dinheiro. A AgeRio, assim como bancos, sempre avalia a marca mãe antes de conceder o empréstimo e, quando faz isso, depara-se com redes muito profissionais. Veja o Bob's, por exemplo. Está há décadas no mercado, tem um know-how muito grande e dá suporte a todos os seus franqueados. Estamos preparados para o momento econômico, mas as redes precisam fazer seu dever de casa.

E qual seria esse?

Em momentos como o atual, é natural puxar o freio de mão. Contudo, o sistema de franchising tem um modelo multiplicador de alta velocidade, que está sempre - na crise ou não - muito motivado. O nosso desempenho até aqui em 2015 prova isso e mostra que o Brasil pode crescer mesmo em situações complicadas. Estamos otimistas em crescer de 10% a 12% este ano. Ao mesmo tempo, nada cai do céu. As redes não podem ficar paradas, entrar em uma espiral de pessimismo. É preciso enxugar custos, criar produtos mais acessíveis, lançar formatos de negócios mais baratos e fazer ações promocionais atrativas. E hora também de aproveitar a desaceleração do mercado imobiliário e buscar melhores condições nos aluguéis.

Neste ano, 25 marcas participam pela primeira vez da feira. O Rio continua mesmo tão atrativo assim? Porque?

O Rio inaugurou o franchising no Brasil, é uma caixa de ressonância para o setor. Para emplacar no País, qualquer rede precisa passar pelo teste mercadológico daqui. Veja o Rock in Rio? Quantas redes de franquias estão lá presentes? Para os próximos anos, as perspectivas são boas, muitas delas decorrentes do legado olímpico. Falo da remodelação que a cidade vem passando, com melhor mobilidade e novas áreas comerciais. Um bom exemplo é a região do Porto Maravilha, que levará desenvolvimento para o Centro e adjacências do porto. Sou um otimista com a cidade, que tem um DNA turístico que deverá beneficiar nas próximas décadas os segmentos de serviços, varejo e, claro, o franchising.

A Olimpíada- que tem uma dinâmica comercial para o var^o diferente da Copa do Mundo-pode "salvar"oano do mercado carioca de franquias em 2016?

É competição diferente da Copa do Mundo, com um amplo mix de esportes que ficará totalmente centralizado no Rio. O evento atrai um público diverso, qualificado e diferenciado. Além disso, pelo que foi anunciado pela Prefeitura do Rio, não haverá feriados nos dias de competição, com fechamento de shoppings, o que prejudicou bastante o varejo na Copa. Não acredito que esse erro se repetirá em 2016. Por fim, é bom lembrar que o Brasil, com esse dólar a R$ 4, está muito atrativo para o turismo intemadonaL Imagina uma refeição a US$ 5?Vejo boas perspectivas. 

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