Produtor transexual emprega atores transgêneros em série premiada

Data: 16.Mar.2016
Fonte: Notícias da TV


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Queridinha da crítica e colecionadora de prêmios (entre eles, Globo de Ouro de melhor ator e de melhor comédia), Transparent cumpre uma função social na indústria do entretenimento. Essa é a visão de Rhys Ernst, produtor da série, que foi renovada para a terceira temporada. "Fazemos questão de trazer profissionais transgêneros para o nosso processo criativo mesmo que tenhamos que treiná-los para exercer certas posições", disse ontem no Rio Content Market, um dos maiores eventos de audiovisual da América Latina.


Segundo seus cálculos, cerca de 20 atores transexuais já tiveram participações com fala ao longo dos episódios da produção da plataforma online Amazon, ainda inédita no Brasil. "Vai levar tempo [para a indústria começar a contratar profissionais transgêneros], mas precisamos criar oportunidades", completa. "Enquanto a comunidade gay conquistou mais direitos civis, os trans ficaram para trás."

Rhys Ernst fala com propriedade sobre tema. Ele mesmo enfrentou uma transição de gênero. Mulher de nascimento, o produtor tornou-se homem na segunda década de sua vida _e hoje é casado com um homem. "Queria falar sobre o assunto nos meus filmes, mas não queria ser didático", conta.

Após uma série de curtas, Ernst conheceu Jill Soloway, criadora de Transparent cujo pai é transgênero, no Festival de Sundance, em 2012. A amizade evoluiu e transformou-se em parceria de trabalho quando a roteirista e diretora conseguiu aprovar o projeto sobre um pai de família de terceira idade que se assume transexual. A princípio, Ernst era consultor, mas logo foi promovido a produtor.

"O importante de Transparent é que o personagem é tridimensional. Ele é pai, judeu, tem defeitos, qualidades e é transexual", diz. "Os transgêneros não podem ser vistos apenas como vítimas ou piadas."

Para Ernst, o fato de Transparent ser exibido pela Amazon foi decisivo para a liberdade de criação da série. "Jill tentou vender a série para canais de TV, mas eles queriam muitas mudanças", diz. "Plataformas de vídeo on demand criam situações favoráveis para desenvolver histórias diferentes do que o público está acostumado."
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