10º seminário Beagalê: uma entrevista com Fabíola Farias

Data: 31.Mar.2016
Fonte: Câmara Mineira do Livro


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Neste ano, o seminário Beagalê será realizado em parceria com a  de Minas. Esta será a décima edição do seminário e nenhum evento consegue, com todas as dificuldades que enfrentam a cultura no país, chegar a dez edições sem deixar a sua marca e manter a qualidade. Nós conversamos com Fabíola Farias, coordenadora da rede de bibliotecas e projetos para a promoção da leitura da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, sobre o 10º Beagalê e a sua importância: CML:  O Beagalê está chegando à décima edição neste ano. Como você avalia a importância do seminário nessa década de história? FF: O Seminário Beagalê é uma atividade realizada pela Fundação Municipal de Cultura com o objetivo de manter um espaço para a reflexão sobre a promoção da leitura, a formação de leitores, a literatura, as bibliotecas e as políticas públicas para essa área.

Em sua décima edição, podemos considerá-lo um evento consolidado, que já faz parte do calendário cultural setorial da cidade. Em todas as suas edições, o Beagalê reuniu escritores, ilustradores, editores, pesquisadores, bibliotecários, professores e mediadores de leitura em torno das questões e temas que colocou em pauta. CML:  Neste ano, o Beagalê acontecerá em parceria com a  de Minas. Como vai funcionar essa parceria? Qual a importância de um evento como a Bienal para a literatura em Minas Gerais? FF: A Bienal, que é um evento de caráter nacional, alcança todo o estado de Minas Gerais e muitas outras regiões do país, por meio dos seus convidados e do seu público. Para além da visibilidade que oferece ao livro, à leitura e à literatura, o fortalecimento da economia do livro, com o qual a Bienal colabora de maneira inquestionável, faz parte das diretrizes que estão sendo elaboradas no âmbito do Plano Municipal de Leitura, Literatura, Livro e Bibliotecas de Belo Horizonte.

 

A realização do Seminário Beagalê na Bienal tem como objetivo destacar a importância da leitura e das bibliotecas, principal forma de acesso dos brasileiros a livros, e promover a reflexão sobre a formação de leitores e a democratização do acesso ao conhecimento encerrado pela letra, em seus mais diversos suportes. Nessa edição do Beagalê, trabalharemos com a leitura na primeira infância.

 

CML: Quais são as características do leitor de primeira infância? E como deve atuar o mediador desta leitura? FF: A oferta da cultura escrita desde a primeira infância, mesmo que necessariamente intermediada por um adulto, constitui-se como um investimento na formação das crianças, pois amplia a compreensão da linguagem, fazendo com que esta extrapole seu caráter exclusivamente comunicacional. A partir da leitura de uma narrativa literária, da exploração das ilustrações e formatos de um livro, da recitação de uma parlenda, da brincadeira com um trava-línguas ou de uma cantiga de roda ou de ninar, as crianças se apropriam da língua em toda a sua riqueza: polissemia, ritmo, cadência, sonoridade. Em outras palavras, compreendem culturalmente as possibilidades da língua. A presença e o manuseio de livros permite e estimula a aproximação e o entendimento deste objeto, que guarda discursos e silêncios.

 

Por outro lado, a leitura pode se constituir como um elo entre familiares, especialmente entre pais, avós e filhos. Se os adultos entendem o que oferecem às suas crianças quando leem uma história para ela, este momento pode se tornar uma importante forma de convívio familiar: mais que ler para as crianças, ao longo do tempo os pais podem, pela via do afeto, tornar-se leitores e ler com elas. Destaco aqui o apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que abraçou a proposta da Fundação Municipal de Cultura. CML: O que você destacaria na programação do seminário? FF: A programação foi pensada de uma maneira articulada, com uma questão que leva a outra e a outra e a outra... Partimos da problematização do que seja a infância, quem é esse sujeito sobre o qual estamos falando, até uma biblioteca pensada para ele. Entre esses dois pontos, estão perguntas importantes, cujas respostas parecem óbvias sem o ser, que precisam ser feitas e respondidas: por que ler para crianças tão pequenas? Existe um livro específico para os bebês? Em resumo: eu destacaria a programação completa! #beagalê #leitura #bienaleuvou #minasgerais #leitor #eventos #fabíolafarias  
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